Por causa dessa complexidade, em março, o INSS pediu ao Supremo que suspendesse o andamento dos processos até que não houvesse mais chance de mudanças. Alegou dificuldades técnicas para executar os novos cálculos de quem pedir a revisão.
Antes de decidir, o relator, ministro Alexandre de Moraes, pediu um plano do INSS sobre como seria feita a revisão. Ele ainda não teve resposta.
Agora, com a publicação do resultado do julgamento, o governo pode recorrer da decisão em cinco dias. Mas só para pedir mais esclarecimentos, já que o entendimento fixado pela corte não deve ser mudado.
Ao longo do processo, o governo apresentou impactos diferentes nas contas. A Secretaria de Previdência do Ministério da Economia prevê R$ 46 bilhões em dez anos. O INSS afirma que poderá chegar a R$ 370 bilhões nos próximos 15 anos.
Nesta quinta (13), o instituto disse que está em contato permanente com o Judiciário para que, juntos, possam construir uma solução definitiva à questão e não atualizou os números.