Aquele menino, nascido em Nazaré da Mata, não tinha idéia de que, um dia, veria suas obras literárias editadas em inglês, espanhol, italiano, francês, japonês e alemão, assim como suas teses aprovadas, por unanimidade, em Encontro dos Tribunais de Contas dos Países de Língua Portuguesa, uma delas em Cabo Verde e a outra em Moçambique.
Talvez tivesse a certeza, isso sim, de que, forjado nas lutas dos Diretórios Acadêmicos de sua Faculdade de Direito do Recife – onde se graduou e concluiu seu curso de Mestrado, lecionando, mais tarde, Direito Internacional Público e Direito Administrativo em várias Faculdades de Direito e ainda na Faculdade de Filosofia –, o seu Pernambuco teria que lhe escancarar os portões regionais e transformá-lo em nome nacional e internacional. Tornou-se, assim, além de protagonista do Direito, um conferencista pelo mundo afora – ultrapassando até os longíquos umbrais da Universidade de Helsinki (Finlândia) – merecendo, via de conseqüência, mais de uma centena de honrarias, nacionais e estrangeiras, quase todas em seu mais alto grau. Surpreendente é ter iniciado sua carreira literária tão jovem, antes de completar os 20 anos de idade. E não parou mais, andando aí pela casa de mais de meia centena de publicações, o que lhe valeu, muito cedo, o ingresso na Academia Pernambucana de Letras, da qual foi Presidente e hoje Presidente Honorário, além de membro associado das mais destacadas entidades culturais. Por outro lado, na militância jurídica, é membro e fundador do Instituto dos Advogados de Pernambuco, assim como integrante de outras Academias e diversos Institutos. Passou por cargos no Executivo, os mais destacados – do Governo Estadual ao Gabinete do Presidente da República – e também no Legislativo (Suplente de Senador) e, nem por isso, jamais ambicionou o poder, pois nele a paixão cívica é maior do que o mundo do varejo político. Por seus méritos pessoais, ingressou na Academia Brasileira de Letras, da qual é seu Presidente, reconduzido, recentemente, por seus Pares para mais um mandato. Na Corte de Contas, onde chegou há quase 20 anos, tem sido um batalhador ao defender que o Tribunal de Contas da União não tem a função de elaborar as leis, mas que lhe cabe fiscalizar, intransigentemente, sua correta aplicação. “Causeur”, como poucos – tribuno consagrado, feiticeiro da palavra, esbanjador de talento –, é capaz de prender as pessoas, durante largo tempo, operando o milagre de transformar pequenos acontecimentos em grandes circunstâncias. É sempre ele próprio, autêntico, por inteiro. Na alegria ou na adversidade – esta lhe tem sido excessiva – porta-se com a dignidade que é imposta a um homem que tem como esposa aquela a quem chamamos de Rainha Maria do Carmo e que ele a proclamou, merecidamente, como Nossa Senhora da Paciência. Ante tudo isso, o Conselho Editorial aprovou, por unanimidade, a capa desta edição àquele menino nascido em Nazaré da Mata e hoje Ministro e Presidente: MARCOS VINICIOS VILAÇA.