Sinto-me sumamente honrado em poder prestar singela, mas sincera homenagem à figura do ilustre brasileiro Orpheu Salles, no momento em que completa, para gáudio de todos os seus inúmeros amigos e admiradores, o nonagésimo aniversário.
Foge ao meu propósito dissertar sobre a extensa biografia do homenageado. O depoimento exigiria muito tempo e enorme espaço.
Proponho-me, nesta oportunidade, a tão somente pinçar, dentre suas inúmeras virtudes e inegáveis qualidades, três delas que reputo importantes: sua vocação e talento de escritor, sua coragem nas atitudes e seu espírito empreendedor
Começaria exaltando a sua qualidade de escritor, retratada em sua produção intelectual.
O valor de sua obra pode ser aferido nas análises que faz com acuidade, perspicácia, sensibilidade, criatividade e extremo bom senso nos editoriais que produz em cada exemplar de sua Revista.
Suas análises feitas a partir de ângulos atuais e incomuns, ensejam sempre calorosas discussões nos diversos embates de que tem participado.
Como cidadão e ator da história política do País, intercedeu no curso dos acontecimentos com coragem e determinação; sempre com o propósito de transformar para melhor a sociedade ao seu redor.
Para alcançar seus elevados objetivos, Orpheu sempre enfrentou riscos. Mas, confiante em si mesmo, nunca retrocedeu ante os empecilhos.
Seu apurado senso do que é lícito e justo transforma seus escritos em instrumento de combate a qualquer tipo de indignidade.
Obstinado, jamais desanimou ou perdeu a fé na justiça.
Dotado de criatividade empreendedora, teve a feliz iniciativa de criar um valioso veículo de divulgação e defesa do bom direito, daí nascendo à exitosa Revista Justiça & Cidadania, hoje leitura obrigatória dos operadores do Direito em geral, que nela encontram artigos dos mais notáveis cultores da ciência jurídica do País.
A você, Orpheu, nosso “Dom Quixote”, os meus mais ardorosos protestos de carinho e admiração, certo de que voltaremos a homenageá-lo quando do seu centésimo aniversário.