Chegamos ao final de 2025. Foi mais um ano de trabalho intenso para a Revista Justiça & Cidadania, com 12 edições publicadas, dois novos livros editados e numerosos projetos concluídos com êxito. Este desempenho celebra uma trajetória que começou há 26 anos. Uma trajetória que segue renovando a credibilidade editorial e o prestígio jurídico que a nossa publicação possui no cenário nacional.
O ano começou com mudanças históricas em relação à igualdade de gênero no sistema de Justiça. Veio em boa hora a entrevista de capa de janeiro com a advogada Ana Tereza Basílio, membro do Conselho Editorial da Revista. Com eleição histórica e expressiva, tornou-se a primeira mulher eleita para a Presidência da OAB do Rio de Janeiro (OAB-RJ) em 94 anos.
Da mesma forma, o Superior Tribunal Militar (STM) por 116 anos trabalhou sem nenhuma magistrada na composição. Somente em 2007 essa realidade mudou, com a nomeação da ministra Maria Elizabeth Rocha. Primeira mulher a integrar o tribunal, a ministra assumiu a presidência do STM em março deste ano, quando nos concedeu entrevista exclusiva para falar sobre os pilares de sua gestão.
Nas edições seguintes, novas capas mantiveram viva a essência da nossa publicação de trazer para o público entrevistas de fôlego com representantes dos três Poderes da República: o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo; o advogado-geral da União, ministro Jorge Messias; o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto; e os ministros Marco Aurélio Bellizze, Ribeiro Dantas e Guilherme Caputo Bastos.
Vale destacar, ainda, a entrevista exclusiva, na edição de outubro, com o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, que fez um balanço dos primeiros meses de sua segunda gestão e falou sobre a harmonia entre os poderes e as principais pautas legislativas do Senado.
Em 2025, registramos, também, o início de um projeto pioneiro e inovador: a Caravana Nacional da Cooperação Judiciária. Iniciativa concreta que percorreu capitais de todas as regiões do Brasil, com o objetivo de conscientizar e orientar magistrados e assessores jurídicos sobre os desafios da litigância abusiva. Uma ação de capacitação e de disseminação de boas práticas no enfrentamento ao problema, que reforça os valores que nos inspiram a contribuir para o aperfeiçoamento constante do sistema de Justiça.
Não poderia deixar de mencionar, neste editorial, que voltamos a realizar, em 2025, o Seminário Internacional de Direito França–Brasil, na sede do Tribunal de Comércio de Paris. Nele tivemos a oportunidade de debater a evolução da arbitragem nos dois países. Outro evento internacional promovido pela Revista foi o Encontro de Escolas de Magistratura França–Brasil, realizado em Bordeaux, com o objetivo de fortalecer o intercâmbio e a capacitação de magistrados.
Nas edições de outubro e novembro, trouxemos as coberturas de dois seminários jurídicos fundamentais para a economia brasileira: o Seminário Nacional sobre Crédito Consignado, organizado na sede do Banco Central e que tratou da regulação e da desjudicialização na modalidade de empréstimo; e o Seminário Jurídico de Seguros, que debateu o novo marco legal do segmento.
Na seara das publicações, é digno de registro o lançamento de dois grandes livros editados pela Revista. A obra “Conselho Nacional de Justiça: 20 anos pelo aprimoramento do Poder Judiciário” trata da criação, da instalação e da evolução do Conselho que, em seus 20 anos de existência, segue sendo a bússola institucional da magistratura e essencial para o aprimoramento do Poder Judiciário brasileiro.
Também destacamos o livro “15 anos do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde”, lançado pela Revista em parceria com o CNJ e que aborda a trajetória do Fonajus, fórum responsável pela elaboração de propostas e ações concretas para enfrentar a judicialização na saúde pública e suplementar.
Ainda no bojo dos projetos institucionais, outro destaque foi o lançamento do Observatório Nacional de Insolvência Empresarial, que se junta a outros quatro think tanks idealizados pela Revista e voltados a importantes segmentos: Saúde, Seguros, Agronegócio e Serviços Notariais e de Registro. O objetivo do novo Observatório é desenvolver estudos, pesquisas e propostas de ações voltadas à formulação de boas práticas e políticas públicas na área da insolvência empresarial.
No ano em que celebramos os 26 anos da Revista, também alcançamos a marca histórica de 300 edições, o que confirma a longevidade da publicação, sem perder de vista o legado que nos conduziu até aqui na defesa da magistratura e dos direitos da cidadania.
Esse é um breve balanço do trabalho realizado em 2025. Em 300 edições, mudaram os temas abordados e os assuntos debatidos, mas o que não muda é o nosso compromisso institucional: ser um canal de comunicação e fortalecimento do Poder Judiciário brasileiro. Nosso papel é mais do que narrar os acontecimentos. Somos voz ativa e engajada na valorização da magistratura e das instituições públicas.
Agradeço, por fim, aos nossos parceiros de jornada por mais um ano de reconhecimento e à equipe JC pela dedicação diária. Desejamos a todos um bom descanso. Em 2026, estaremos de volta com energia redobrada e novos projetos e realizações. Boa leitura e boas festas!
O futuro nas relações jurídicas privadas no plano internacional – Em dezembro, a Revista Justiça & Cidadania presenciou a entrega do anteprojeto de lei que dispõe sobre as relações e situações jurídicas com elementos estrangeiros, proposta que representa significativa evolução para as relações jurídicas privadas no plano internacional. O projeto foi fruto do trabalho da Comissão de Juristas, comandada pelo vice-presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, e constituída no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável. A proposta foi entregue pelo ministro Salomão ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a 6a reunião do Conselho, e tem como objetivo trazer segurança jurídica para atrair investimentos estrangeiros e normatizar adequadamente o trato das relações comerciais e pessoais no plano do Direito Internacional Privado.
À memória da ministra Assusete Magalhães – Foi com extremo pesar que a equipe da Revista Justiça & Cidadania recebeu a notícia da morte da ministra aposentada do STJ Assusete Dumont Reis Magalhães. Nascida em Serro/MG, a ministra Assusete Magalhães atuou no STJ por 11 anos, de agosto de 2012 a janeiro de 2024, período em que foi responsável por importantes contribuições para a jurisprudência de Direito Público e para a gestão de precedentes. Consternados, lamentamos sua perda, com a certeza de que seu legado continuará a inspirar magistrados, acadêmicos e demais operadores do Direito no Brasil.
Leia ainda nesta edição – Apresentamos, na edição de dezembro, matéria de capa sobre a retrospectiva dos eventos organizados pela Revista em 2025. Confira também reportagens sobre a última edição do ano da Caravana Nacional da Cooperação Judiciária, em Fortaleza, e sobre a 23a reunião do Observatório Nacional da Saúde da Revista JC, que recebeu o novo presidente da ANS, Wadih Damous, para falar sobre projetos e desafios de sua gestão. Confira ainda artigos sobre a COP 30, a atualização do Código Civil e os 95 anos da OAB. Boa leitura!
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