A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, e o presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante cerimônia de diplomação – 10/12/2018 Valter Campanato/Agência Brasil Inquérito apura se houve prevaricação do presidente em irregularidades nas negociações da vacina indiana
A ministra do STF Rosa Weber enviou um ofício à Polícia Federalsolicitando informações sobre o andamento da investigação que apura suposta prevaricação do presidente Jair Bolsonaro na compra da vacina indiana Covaxin. O documento, assinado por Weber em 14 de janeiro, foi endereçado ao delegado Leopoldo Soares Lacerda nesta sexta-feira — Lacerda é o chefe da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores. Em novembro, a ministra havia determinado a prorrogação da investigação por 45 dias — prazo, agora esgotado, ao fim do qual afirmou que solicitaria mais informações da PF caso não as recebesse. “Nos termos da decisão proferida em 22 de novembro de 2021, solicito a Vossa Excelência informações sobre o regular andamento do feito, tendo em vista a disponibilização dos autos a essa autoridade policial em 23 de novembro de 2021”, diz o despacho assinado por Weber em 14 de janeiro. O inquérito que apura a suposta prevaricação de Bolsonaro em irregularidades nas negociações da Covaxin foi instaurado em julho do ano passado, a pedido da Procuradoria-Geral da República. O caso veio à tona após o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, denunciarem que Bolsonaro sabia do superfaturamento envolvendo a compra das doses, mas que mesmo assim não requisitou à PGR a abertura de apuração. Publicação original: Veja